O que é a AMM?


A AMM é uma organização sócio profissional de direito privada e interesse social, sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial com a finalidade de congregar e representar os licenciados em Medicina Geral e Medicina Dentária.

Objectivos


  1. Congregar e representar os médicos de todas as carreiras e categorias em Moçambique;
  2. Congregar e representar as diversas entidades/associações representativas de médicos no país com o objectivo de promover e defender activamente os interesses das profissões médicas, nomeadamente no que diz respeito às condições de vida, de trabalho e remuneração, dignificação da profissão médica, progressão profissional, segurança social e relações de trabalho, incluindo a componente ética e cultural;
  3. Defender, em juízo ou fora dele, os interesses de seus associados, desde que tais interesses possam ser caracterizados como colectivos ou difusos e possam acarretar benefícios diretos ou indiretos, para a classe médica, como um todo;
  4. Promover planos securitários e previdenciários para os associados;
  5. Promover e defender a deontologia profissional como fonte de dignificação da profissão médica e de protecção dos seus intentes;
  6. Promover e defender, com determinação, o desenvolvimento da cultura médica, tanto do ponto de vista científico como académico;
  7. Pronunciar-se publicamente sobre todas as questões que digam respeito à política nacional de saúde e a protecção do meio-ambiente;
  8. Pronunciar-se quando solicitado ou por iniciativa própria, sobre todos os assuntos relacionados com a educação médica contínua, tanto pré como pós-graduada, colaborando na formulação de propostas conducentes à melhoria constante da qualidade da prestação de serviços de saúde;
  9. Contribuir para a qualidade de ensino das faculdades e instituições de formação de Médicos;
  10. Contribuir para o estabelecimento de critérios para criação de escolas médicas no país;
  11. Zelar pelo exacto cumprimento da lei e respectivos regulamentos, nomeadamente no que refere ao título e a profissão do médico;
  12. Pronunciar-se em casos disciplinares que envolvam os associados;
  13. Defender o respeito dos Direitos Humanos, nomeadamente os consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
  14. Promover realizações de carácter sócio-cultural visando a confraternização e o conhecimento entre os seus associados;

Missão, Visão e Valores


  1. Missão: Fortalecer e dinamizar a AMM com vista à melhoria da qualidade de trabalho e de vida do Médico moçambicano.
  2. Visão: Uma Associação Médica fortemente engajada na defesa da Classe Médica moçambicana.
  3. Valores: União da Classe Médica; pró-actividade; dinamismo; disponibilização de informação, cultura de prestação de contas.

Associação Médica de Moçambique: do Nada a Alguma Coisa – um Pouco de História

João Schwalbach

 

Solicitado a fazer um pouco da história da Associação Médica de Moçambique, fá-lo-ei apenas dos seus primórdios e usando as lembranças das minhas vivências.

Estávamos em 1987. Um grupo pequeno de médicos (nessa altura também éramos bem poucos e não cobríamos o País, não obstante sermos a classe profissional que, junto aos professores e militares, sempre esteve na mais periférica periferia do nosso Moçambique). Há muito que os médicos vinham sentido a grande lacuna da comunicação entre si e destes com quem poderiam dialogar para, na consubstanciação de um profissional digno e respeitado, melhorar a sua missão de, permanentemente, prestar excelentes cuidados de saúde às comunidades e indivíduos. Disse no Editorial do Boletim da Associação Médica de Moçambique (número 1, Julho de 1992) que “A possibilidade de comunicação é sempre uma situação que normalmente nos leva ao regozijo. Quando esta comunicação, por razões diversas, encontra dificuldades para uma materialização eficaz aumentam-se as distâncias e distanciam-se as gentes. Na verdade, comunicar é estreitar o diálogo, mesmo quando tantas vezes controverso e contraditório. É lançar a ponte que estabelece a oportunidade de uma aproximação que possa permitir a passagem de novas e muitas vezes desapercebidas experiências e ideias que nos conduzem às soluções desejadas. Comunicar é, em última analise, não só a capacidade de nos podermos expressar mas, principalmente, defendermos o direito de poder participar na labuta individual e colectiva com vista à melhoria das condições da vivência humana.” Havia pois que haver um espaço para que os médicos em Moçambique se encontrassem para um activo e edificante diálogo. Assim se colocava, para esse grupo pequeno de médicos de então, não somente a identificação de um espaço físico mas, muito mais importante ainda, de uma organização conceptualmente oportuna e eficaz para cumprir com o almejado. Daqui a necessidade da escolha de entre duas correntes já presentes: a constituição de uma Ordem dos Médicos de Moçambique ou a de uma Associação Médica de Moçambique. A carência dos médicos e a sua ainda parca distribuição geográfica pelo País e, igualmente, a alta sobrecarga profissional destes, determinaram, consequência de arrastadas e acesas discussões, a decisão final: a criação da Associação Médica de Moçambique.

Sobre esta matéria recordemos o que afirmou o Prof. Dr. Fernando Vaz, entrevistado para o Boletim da Associação Médica de Moçambique (número 2, Outubro de 1992): “Desde sempre e em todo o mundo os médicos sentiram a necessidade de se associarem criando instituições que os representassem e através das quais os médicos pudessem fazer sentir os seus problemas e defender os seus direitos, criando assim melhores condições de trabalho e assistência aos seus doentes. Os médicos moçambicanos manifestaram sempre este desejo de criarem também a sua Associação, e essa vontade tornou-se mais premente nos últimos cinco anos. […] O entusiasmo e o apoio incondicional da maioria dos médicos foi a prova evidente da grande vontade da classe em criar a sua instituição, a sua Associação. […] A Associação deve representar a opinião da classe médica e para isso deverá fazer um esforço para que todos os médicos sejam membros. Penso que neste momento representa já a grande maioria dos médicos. Pela sua representatividade a nossa Associação já tem a sua força! Como tal, deve pronunciar-se sobre todos os assuntos que se relacionam directamente com o exercício da profissão como, por exemplo, as condições de trabalho e remunerações pelo que deve cooperar estreitamente com o Governo. Deve preocupar-se com a formação contínua dos médicos, deve promover encontros e reuniões para se discutirem assuntos que afectam a classe médica, deve colaborar na elaboração de um Código Deontológico que seja a ética profissional, deve estar atenta ao exercício ilegal da medicina, deve promover o bom relacionamento entre profissionais, etc… […] A questão que se colocou desde o início foi a de encontrar qual a solução ideal para as nossas reais condições de entre as opções de criar uma Associação voluntária e com funções sindicalistas e uma Ordem que, embora pudesse também assumir algumas tarefas sindicais, teria fundamentalmente funções administrativas, paraestatais, como registo profissional e a respectiva autorização do exercício profissional, a vigilância do cumprimento rigoroso do Código Deontológico, equivalências dos diplomas, reconhecimento das especialidades, etc… e de inscrição obrigatória. Este debate foi longo e procurou-se conhecer a experiência de outros países. Cedo se reconheceu que, à partida, não era possível criar estruturas administrativas para responder às atribuições de uma Ordem. Éramos poucos e com uma organização incipiente e sem fundos. Ficaríamos submergidos e certamente não seríamos capazes de dar respostas oportunas aos problemas que surgiriam. Por outro lado, a Assembleia da República, quando aprovou a lei do “exercício da medicina por entidades privadas”, incluiu nessa lei a criação de um Conselho Superior de Saúde, a quem seriam atribuídas grande parte das tarefas da Ordem dos Médicos. Mas a ideia da criação de uma Ordem dos Médicos persiste e quando os médicos acharem conveniente sempre poderão fazer evoluir esta Associação para uma Ordem.

Recorrendo ainda ao Boletim da Associação Médica de Moçambique (número 1, Julho de 1992) é dito por Dora Vaz Dinis: “Chegou o dia! Era 28 de Março de 1992! E não era sem tempo! Finalmente a Comissão Instaladora criada para formação da Associação Médica de Moçambique (AMM), depois de um longo período de discussão, decidiu-se a convocar a Assembleia Constitutiva pondo-nos nas mãos uma série de documentos e uma minuciosa agenda de trabalhos. Uma mesa eleita na altura iria fazer discutir e aprovar os Estatutos e a Direcção da nossa Associação. Dias antes… já “todo o mundo” se movimentava, divididos em grupos de trabalho, ora preparando a sala de reuniões, ora organizando o convívio final, ora preparando a Sede; todas as mãos eram poucas para tanto que havia para fazer.”

Como normalmente acontece em todas as Assembleia Gerais e principalmente quando a agenda é a aprovação de um Estatuto e a eleição dos seus Órgãos Sociais (estavam no início 111 médicos) houve acaloradas, profundas e vivas discussões para se encontrarem consensos, o que, felizmente, sempre foram atingidos. Invoquemos novamente Dora Vaz Dinis (Boletim da Associação Médica de Moçambique, número 1, Julho de 1992) para nos recordar do maior impasse acontecido durante a Assembleia e que levou longos momentos a serem desbloqueados: “Segundo as regras da Comissão Instaladora, divulgadas 14 dia antes, solicitava-se que fossem enviadas propostas de listas eleitorais até ao dia 26/03/92. Mas, na realidade, chegado o momento da eleição, havia apenas a lista da Comissão Instaladora. […] Surgiram então dúvidas sobre se as eleições deveriam ser por indivíduos (não compatível com qualquer trabalho de equipe) ou se deveriam ser apenas eleitos os elementos que chefiariam os três grupos directivos previstos, propostas estas que foram rejeitadas por não fornecerem garantias sobre a constituição dos elementos directivos. Como consenso chegou-se à conclusão que se deveria eleger em bloco os corpos directivos uma vez que esse conjunto de elementos formaria um grupo de trabalho que deveria defender um programa próprio. […] Assim, de modo a se darem mais oportunidades, optou-se por uma pausa e deixou-se à Assembleia a possibilidade de apresentar novas listas. […] Qual foi a surpresa quando apenas mais uma lista surgiu. Muito semelhante à 1ª mas com as “cabeças trocadas”. Esta, infelizmente, teve de ser retirada porque muitos elementos que dela constavam se recusaram a participar. Voltamos à situação inicial. Uma lista apenas para votar. Havia necessidade em verificar se era dada confiança à lista proposta. Decidiu-se para isso que o Boletim de Voto possibilitasse o voto contra. Adaptadas as novas regras procedeu-se à votação com a participação de 105 médicos que antes se recensearam em listas eleitorais. Os Resultados foram muito convincentes: votos a favor =60; votos contra =22; abstenções =23. O número de elementos que não votaram a favor da lista proposta foi inferior a 50% do total de votos a favor.”

Em ocasiões posteriores soube-se que uma das principais razões que motivou e conduziu ao impasse e à agitação aquando do processo de eleição da única lista existente para voto foi o facto do candidato a presidente à Direcção ser um médico adstrito à Saúde Pública e não à actividade clínica. Um pequeno grupo de médicos, discordando dessa condição, achava que o primeiro presidente da primeira Associação Médica de Moçambicana deveria, obrigatoriamente, ser um representante da área clínica, por este último traduzir a maioria dos elementos da classe médica. Uma outra razão também bastante importante (utilizando indirectamente a razão anterior como cobertura) foi a vontade de alguns médicos pretenderem ser eleitos para os cargos directivos previstos para a Associação que estava nascendo. Contudo, esses mesmos médicos não se tinham feito apresentar, atempadamente, como candidatos em outras listas.

Cumpridos que foram os passos administrativos e legais para legitimar a recém aprovada Associação Médica de Moçambique, finalmente, no dia 12 de Julho de 1994 procedeu-se, no 3º Cartório Notarial da cidade de Maputo à assinatura da escritura que, juntamente com o Despacho do Ministro da Justiça, constitui a Associação e oficializa os seus Estatutos que nos seus articulados iniciais definiam:

Artigo Primeiro

Da Denominação, Personalidade, Sede e Âmbito

Primeiro

A Associação Médica de Moçambique, adiante também designada “Associação” ou pela sigla”A.M.M.”, é uma organização sócio profissional de direito privado e interesse social, sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que se rege pelos presentes Estatutos e, em tudo o que neles for omisso, pela legislação aplicável.

Segundo

A Associação é de âmbito nacional e tem a sua sede na cidade de Maputo podendo, sempre que o entender necessário à prossecução dos seus fins, criar e manter secções, delegações ou outras formas de representação em qualquer local do território nacional.

Capítulo Segundo

Dos Princípios Fundamentais e Fins

 

Terceiro

A A.M.M. promove, com plena independência e responsabilidade, a defesa dos interesses legítimos dos seus associados, pugna pela definição da classe médica, e assume uma posição activa em todas as questões que afectam ou venham a afectar o estado de saúde da população do país, do continente ou do mundo.

Quarto

Os princípios e normas do sistema democrático, regem a orgânica e vida interior da A.M.M., constituindo a sua defesa um dever e um direito permanente de todos os associados.

Quinto

A A.M.M., tem como finalidades essenciais:

  1. Congregar e respeitar os licenciados em medicina e estomatologia.
  2. Promover e defender os interesses das profissões médicas, nomeadamente no respeitante à dignificação do seu exercício, às condições de vida, à progressão profissional, à segurança social e às relações de trabalho.
  3. Promover e defender a deontologia profissional como fonte de dignificação médica e de protecção dos seus utentes.
  4. Promover e defender, com determinação, o desenvolvimento da cultura médica, tanto do ponto de vista científico como académico.
  5. Pronunciar-se publicamente sobre todas as questões que digam respeito à política nacional de saúde e à protecção do meio ambiente.
  6. Pronunciar-se quando solicitado ou por iniciativa própria sobre todos os assuntos relacionados coma a educação médica contínua, tanto pré como pós graduada, colaborando na formulação de propostas conducentes à melhoria constante da qualidade da prestação de serviços de saúde.
  7. Zelar pelo exacto cumprimento da lei e respectivos regulamentos, nomeadamente no que se refere ao título e à profissão médica.
  8. Defender o respeito dos Direitos Humanos, nomeadamente os consagrados na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
  9. Pronunciar-se em casos disciplinares que envolvam médicos membros da A.M.M.
  10. Promover realizações de carácter sociocultural visando a confraternização e o conhecimento entre os seus membros.”

… … …

Os médicos na ocasião eleitos para os diversos Órgãos Sociais foram os seguintes:

Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Fernando Everard do Rosário Vaz

Vive-Presidente: Rui de Almeida Alves Pereira

1.º Secretário: Maria Luísa Fernandes de Almeida

2.º Secretário: Gustavo da Cruz Marcos

Direcção

Presidente: João Fernando Lima Schwalbach

Vive-Presidente: José Gonçalves Langa

Secretário: Paulo Ivo Albasini Teixeira Garrido

Tesoureiro: Amélia Conceição da Cunha

1.º Vogal: Manuel Rodrigues Simão

2.º Vogal: Humberto Nelson Faustino

3.º Vogal: Francelina Vieira Pateguana Romão

1.º Suplente: Yolanda Teresa do Carmo Zambujo

2.º Suplente: Plácido da Conceição Maholela

Conselho Fiscal

Presidente: Clementina Fátima Conceição António

Relator: Olívia Maria Ferreira de Campos Grácio

Secretário: Jorge Alberto da graça Lobo Barreto

1.º Suplente: Lília Paulo Jamisse

2.º Suplente: Manuel Leopoldo Romano Julien

Conselho Geral

Abdul Razac Noormahomed

Agostinho Amável Ruben Daniel

Aires Sarto Fernandes

Albertino António Damasceno

Ana Maria da Cruz Nóvoa

Aurélio Amândio Zilhão

Domingos Valente Estevão

Eduardo Bernardo Martins Matidiane

Fátima Abdul Aly

Igor José Vaz

João Manuel de Carvalho Fumane

Juvenaldo Zacarias Amós

Maria Fernanda Machungo

Maria Teresa Schwalbach

Sam Merherjy Patel

Eleitos que foram os Órgãos Sociais da Associação Médica de Moçambique de imediato iniciaram as difíceis mas esperançosas labutas nas diferentes frentes de trabalho que, reconheça-se, não eram poucas. Os desafios eram enormes, gigantesca a sobrecarga assistencial, académica e administrativa dos médicos.

É bem verdade que as grandes caminhadas se iniciam sempre com um simples passo. Dado esse passo, para tão longa quanto árdua caminha, não se podia já travar a sua marcha, mesmo a despeito das dificuldades crescerem desmesuradamente por se começar a entender e ter consciência que tal progressão teria que ser conseguida colectivamente. Havia pois que termos de crescermos juntos. Por isso, muitas foram os insucessos assumidos, muitas as frustrações experimentadas, muitas as tristezas surgidas mas, felizmente, muitas também as vitórias, os sucessos e satisfações arrecadadas.

De entre alguns dos sucessos obtidos pode-se referir a alocação e ocupação da sua Sede. Produto da forte acção e intervenção da então Comissão Instaladora para a criação da Associação Médica de Moçambique (de que também fiz parte) conseguiu-se (por Despacho Ministerial de 09/06/1990) uma bela e imponente moradia situada na esquina das Avenidas Eduardo Mondlane e Salvador Allende, na época devoluta, e que fora outrora residência do Director do Hospital Miguel Bombarda para a sua Sede, a qual permanece até aos dias de hoje. Nesse belo e simpático edifício se equipou um Restaurante, com preços mais baixos e preferenciais, para os seus sócios, familiares e outros médicos que aí acorriam. A Sede também foi, desce o início, igualmente utilizada para a realização de vários convívios de médicos e seus familiares com a finalidade de promover também confraternizações que permitissem um melhor conhecimento entre eles, fomentando o companheirismo, a amizade e a solidariedade destes.

Um acontecimento muito importante registou-se logo na primeira reunião da Direcção quando esta definiu funções e competências para os Delegados Províncias, que nessa mesma sessão foram designados, com a finalidade de se garantir a unidade e o desenvolvimento da Associação Médica de Moçambique. Assim, foram atribuídos aos Delegados as seguintes funções e competências:

  1. Dinamizar o processo de registo de membros, recolhendo as jóias e as quotas destes.
  2. Ser o elo de ligação entre a Direcção e a classe médica, em particular os membros da A.M.M., canalizando problemas que possam estar relacionados directa ou indirectamente com o exercício da profissão médica, da prestação de cuidados de saúde e da protecção do meio ambiente.
  3. Dar particular atenção aos aspectos relacionados com a ética e deontologia profissionais como fonte de dignificação do exercício da profissão médica e de protecção dos seus utentes.
  4. Pronunciar-se quando para isso for solicitado pela Direcção da A.M.M. sobre casos disciplinares que envolvam médicos, nomeadamente seus membros.
  5. Difundir e contribuir para a valorização do Boletim da A.M.M.
  6. Organizar encontros e convívios que possam interessar as finalidades e objectivos da A.M.M., priorizando os médicos e em particular os seus membros.

E, para que assinalemos e guardemos a história, recordemos os primeiros médicos nomeados Delegados Provinciais da A.M.M.:

Província de Cabo Delgado: Ana Paula C. M. G. Caupers

Província do Niassa: Paulo Fernandes Rodrigo Casimiro

Província de Nampula: Alcindo Gimo Cumba

Província de Tete: João Manuel Carvalho Fumane

Província da Zambézia: Domingos Dias Diogo

Província de Manica: Saraiva Simão

Província de Sofala: Inácio Sertório Barreto

Província de Inhambane: Rosa Marlene Manjate

Província de Gaza: Zulmira R. H. Almeida Silva

Província de Maputo: Fátima Abdul Aly

Província de Maputo Cidade: Judite Rosalina José Langa

Se a criação dos Delegados Provinciais da A.M.M. foi uma estratégia prioritária, oportuna e fundamental para se acautelar uma unidade e consequente desenvolvimento da Associação, não menos verdade foi que tal procedimento veio a revelar-se um dos insucessos averbados e uma frustração tristemente experimentada pelos fracos resultados obtidos como retorno da sua constituição. Para explicar tal desfecho relembremos a já assinalada escassez dos médicos com a grande sobrecarga destes em todas a sua frentes (assistenciais, académicas e administrativas) aliado à circunstância das grandes distâncias que os dispersava e das enormes dificuldades de comunicação na altura ainda presentes. Assim, o acumular dos poucos feitos e a falta de oportunidades dos Delegados se juntarem, tornavam as situações mais problemáticas alimentando mais desunião que a prevista e desejada união preconizada. Reconhecidos estes factos havia de ter que dar mais tempo ao tempo para que o crescimento das equipas médicas viesse a acontecer, como mais tarde na verdade foi acontecendo, a velocidades diferentes embora e, deste modo, averbar mais coerentes e positivos resultados.

Outro acontecimento analogamente muito importante inseriu-se na constituição de diversas Comissões Técnicas. Não obstante serem estas de carácter temporário, bastante contribuíram para se estudar e encontrar propostas alternativas para achar soluções, tendo em vista os diversos problemas relacionados com a vida, as actuações e o exercício do médico dentro da realidade do País.

Quatro Comissões Técnicas foram logo de começo identificadas como prioritárias e designadas:

I. Comissão Técnica “Do Exercício da Medicina Privada”, com o objectivo de:

  1. Proceder ao estudo das leis e regulamentos que regem a prática da medicina privada.
  2. Identificar problemas que possam dificultar a aplicação dos mencionados regulamentos ou situações e mecanismos que não estejam de acordo com um eventual consenso da classe médica.
  3. Propor soluções alternativas para uma cada vez mais correcta aplicação da lei e dos regulamentos.

Esta Comissão Técnica era constituída pelos seguintes médicos:

José Langa – Responsável

Aurélio Amândio Zilhão

Aires Sarto Fernandes

João Alexandre Carvalho

Lídia Paulo Jamisse

Angelino Emiliano Amade

II. Comissão Técnica “Do Código Deontológico para o Exercício da Profissão Médica em Moçambique”, com o objectivo de:

  1. Proceder ao estudo dos Códigos Deontológicos que regem a prática da medicina nos vários países.
  2. Elaborar uma proposta para o Código Deontológico do exercício da profissão médica em Moçambique, tendo em conta a realidade nacional.
  3. Tomar conhecimento de eventuais participações sobre atitudes e/ou práticas de médicos que possam atentar os princípios e regras deontológicas, emitindo sobre eles pareceres quando para isso for expressamente solicitada.
  4. Esta Comissão Técnica era constituída pelos seguintes médicos:

Fernando Vaz – Responsável

Caseiro da Rocha

Sam Patel

Jorge Cabral

Teresa Schwalbach

Domingos Estevão

III. Comissão Técnica “Das Carreiras Médicas, Condições de Trabalho e Salariais dos Médicos”, com o objectivo de:

  1. Listar as actuais dificuldades e deficiências relacionadas com as carreiras médicas.
  2. Listar as actuais dificuldades e deficiências relacionadas com as condições de trabalho dos médicos, tendo em conta a realidade nacional.
  3. Analisar a problemática salarial dos médicos.

Esta Comissão Técnica era constituída pelos seguintes médicos:

Paulo Ivo Garrido – Responsável

Ana Maria Nóvoa

Otília Martins das Neves

Manuel Rodrigues Simão

Paula Saldanha Vaz

Domingos Estevão

IV. Comissão Técnica “Da Formação e Educação Médica Contínua Pré e Pós Graduada”, com o objectivo de:

  1. Analisar a realidade nacional em matéria de formação e de educação pré e pós graduada.
  2. Descrever as experiências no campo da formação contínua dos países semelhantes ao de Moçambique e de outros que possam vir a ter uma eventual aplicação prática no País.

Esta Comissão Técnica era constituída pelos seguintes médicos:

Ricardo Barradas – Responsável

Albertino Damasceno

Fernanda Machungo

Orlanda Alburquerque

Plácido Bernardo Maholela

Humberto Faustino Muquingue

Situação menos frustrante que a dos resultado obtidos com a criação dos Delegados Provinciais da A.M.M. esta estratégia igualmente prioritária e indispensável de designar Comissões Técnicas teve importância fundamental. Na verdade, para se assegurar um real conhecimento das experiências universais que pudessem ser incorporadas na realidade moçambicana, propondo decisões que conduzissem à solução dos problemas que a classe médica enfrentava, havia que aportar informações abalizadas. Contudo, e pela razão diversas vezes já assinalada de escassez dos médicos, com a grande sobrecarga destes em todas as suas frentes (assistenciais, académicas e administrativas), aliado às frequentes ausências dos seus membros por saídas em serviço, arrastaram os resultados esperados e a sua atempada aplicabilidade e operacionalidade.

Uma outra actividade realizada e que teve extraordinária aceitação foi o registo oficial e a publicação trimestral do Boletim da Associação Médica de Moçambique. A esse propósito disse também: “A presente publicação surge pois como uma contribuição para a reafirmação da unidade existente e que se pretende reforçada entre todos os médicos forjando-os, com o auxílio e participação de todos, nas exaltantes tarefas da minimização da dor, sofrimento e do prolongamento da vida humana. Mas para que esta publicação possa vir a atingir os objectivos que acalenta não poderá confinar-se a uma participação apenas da cidade de Maputo. Não teria assim sentido a existência dos nossos propósitos. Daqui a ser indispensável e imperioso que todos participemos, alimentando-a com a colaboração permanente e crítica. Cremos, sinceramente cremos, que o pouco de muitos poderá ser o muito de todos.

Infelizmente e não obstante haver já em carteira o número 3 do Boletim apenas veio a lume o número 1 (Julho de 1992) e 2 (Outubro de 1992).

Em jeito de conclusão pode-se assegurar que, do que se fez e do que então se disse, importa inferir que uma das grandes e basilares preocupações dos Órgãos Sociais dos primórdios da Associação Médica de Moçambique foi o tentar conquistar uma total abertura através de uma gestão inclusiva. Para tal, se procurou envolver um diversificado conjunto de colegas médicos com vista a acolher deles as suas exteriorizações de divergências e de insatisfação para, aceitando as diferenças de tais questionamentos e contestações, encontrar caminhos que conduzissem a classe médica moçambicana para patamares universais. Patamares estes onde, a entrega, o respeito, a dignidade e a ética fossem os principais paradigmas das suas vivências. Pretendeu-se consistentemente por em prática os ensinamentos do célebre médico William Osler quando, num dos seus profundos aforismos, afirmava: “O primeiro passo para o sucesso em qualquer profissão é tornar-se interessado nele”.

Hoje, 23 anos decorridos da sua criação, podemos afirmar que a Associação Médica de Moçambique nasceu conscientemente titubeante mas esperançosa do seu crescimento pois havia a certeza que do nada se construiria algo que viesse a servir os médicos e através destes a sociedade a que estes servem com abnegação, respeito e dedicação e com a qual se sentiriam orgulhados.

E assim é!

Estatuto da AMM


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Órgãos Sociais


Conselheiros


Os Membros do Conselho Geral (Conselheiros) do actual mandato são:

  1. Aires Fernandes
  2. Albertino Damasceno
  3. António Bugalho
  4. Atílio Morais
  5. Carla Carrilho
  6. Domingos Mapasse
  7. Elizabeth Nunes
  8. Eugénio Zacarias
  9. Gilberto Manhiça
  10. Humberto Muquingue
  11. Inês Boaventura
  12. João Schwalbach
  13. Maria Teresa Couto
  14. Paula Vaz
  15. Rui Bastos
  16. Ussene Isse

Delegações Provinciais


Mensagem do Presidente


Dr. Milton Ussene Tatia
Presidente da Direcção da AMM


Mensagem do Presidente

Galeria de Presidentes da AMM


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Regulamento Interno da AMM


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